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Destino certo para o lixo


Dados divulgados em setembro de 2013 pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) apontam que 27 milhões de brasileiros, em 766 municípios, contam com a coleta seletiva. Se sua cidade ainda não tem o serviço, separe o lixo mesmo assim – catadores de rua, cooperativas, associações de moradores e ONGs podem cuidar para que os resíduos sejam eliminados da forma certa. Uma prática que vigora desde agosto de 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a logística reversa: ela define que as empresas são responsáveis por recolher seus produtos após o descarte pelo consumidor. Isso significa que a mesma marca que vende um eletrônico deve recebê-lo de volta ou indicar o que fazer com ele. A regra vale para fabricantes de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e seus componentes. Abaixo, damos todos os detalhes para você fazer sua parte com consciência.

 

RECICLÁVEL X NÃO RECICLÁVEL

Para o processo de reciclagem acontecer, não é necessário lavar nada antes. No entanto, é higiênico retirar o excesso de resíduos do recipiente, principalmente se ele ficar armazenado por algum tempo. “Embalagens sujas de leite, açúcar ou doces podem atrair ratos e baratas. Por isso, sugerimos que as peças fiquem na pia durante a lavagem da louça”, indica Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea. “Mas nada de usar água limpa exclusivamente para isso!”, ela completa. Tem material que é fácil separar, mas há outros nada óbvios. Na dúvida, consulte esta lista.

METAL
Recicláveis: folha de flandres (é o aço revestido de estanho das latas de óleo, sardinha, creme de leite etc.), latas de aerossol (verifique, antes, se estão vazias), latas de bebidas, papel-alumínio limpo, tampas de garrafa.
Lixo comum: clipes, esponjas de aço, grampos, tachinhas.

PAPEL
Recicláveis: caixas de papelão, cartazes, cartolinas, embalagens longa vida, envelopes, jornais, papéis de escritório. Antes de dispensar livros e revistas, procure doá-los a bibliotecas ou escolas, ou leve-os a sebos.
Lixo comum: caixa de pizza com resíduos, celofane, extrato de banco, etiquetas adesivas, fotografias, guardanapo, notas fiscais, papel-carbono, papel de fax, papel higiênico, papéis plastificados, papel vegetal.

PLÁSTICO
Recicláveis: canos, copos, embalagens, frascos de produtos de limpeza e higiene pessoal, garrafas PET, potes, sacos, sacolas, tubos.
Lixo comum: cabos de panela, embalagens metalizadas de alimentos (como as de salgadinho), espuma sintética, fraldas descartáveis.

VIDRO
Inteiro ou em cacos, os produtos – recicláveis ou não – devem ser enrolados em jornal ou papelão para evitar acidentes.
Recicláveis: copos, garrafas, frascos em geral, potes alimentícios.
Lixo comum: boxe de banheiro, cerâmicas, cristais, espelhos, lâmpadas incandescentes, lentes de óculos, louças refratárias, porcelanas, vidros de janela.

E O QUE FAZER COM ESTES ITENS?

Celulares
Antes de se desfazer do aparelho antigo, veja se há possibilidade de conserto ou, se ele estiver em boas condições de uso, guarde-o para emergências, como roubos e quebras de outros celulares. Mas, se doar o eletrônico para alguém ou tiver de jogar fora mesmo, tenha em mente duas questões: apagar as informações pessoais antes de passá-lo para a frente e fazer o descarte da maneira certa, já que esses equipamentos levam metais pesados em sua composição, especialmente na bateria.

ISOPOR
O material é um tipo de plástico reciclável. No entanto, a coleta dele não é realizada em todas as cidades.
Como e onde descartar: busque se informar na prefeitura de seu município antes de colocá-lo junto com os demais componentes recicláveis. E uma ressalva: as bandejinhas de isopor com restos de alimentos devem ir parao lixo comum. Na realidade, a melhor dica é evitar comprar produtos que venham nessas embalagens.

LÂMPADAS FLUORESCENTES
Não pertencem ao lixo comum porque contêm mercúrio, substância prejudicial à saúde que, quando liberada no meio ambiente, contamina osolo e os lençóis freáticos.
Como e onde descartar: contate o fabricante para se informar sobre oposto de coleta mais próximo de sua casa. Outra dica é procurar a rede Leroy Merlin, que reúne lâmpadas, pilhas, baterias, celulares e materiais recicláveis em suas 28 lojas, presentes em seis estados (GO, MG, PR, RJ, RS e SP) e no Distrito Federal. Não é preciso embalar, pois as estações possuem nichos próprios para acomodar as peças.

LIXO ELETRÔNICO
Geladeiras, televisores, micro-ondas, computadores, itens de informática (como CDs e disquetes), impressoras, cartuchos de tinta… Como se livrar desses aparelhos e acessórios, que geralmente contêm metais pesados, como chumbo e cádmio?

Como e onde descartar: antes de passar adiante o computador, utilize um programa que limpe seus arquivos e impossibilite a recuperação de dados, como o Dban (baixado gratuitamente). Isso feito, procure, primeiro, falar diretamente com o fabricante: empresas como a Dell, a HP e a Itautec recebem equipamentos antigos das próprias marcas. Mas, caso seu PC esteja em bom estado, você também pode doá-lo a programas de inclusão digital, como o Comitê para a Democratização da Informática (CDI), que separa o que funciona para montar novos computadores nos estados de AM, BA, CE, ES, GO, MG, PE, RJ, RS, SC, SE e SP, além do Distrito Federal. Já o E-Lixo Maps, site criado pelo Instituto Sergio Motta em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, permite visualizar, de acordo com um endereço, qual o lugar mais próximo para o descarte de determinado tipo de eletrônico. O site do Cempre também disponibiliza uma lista de locais de coleta em todo o Brasil. Quem preferir uma alternativa prática para se livrar do incômodo – principalmente no caso de eletrodomésticos grandes, como geladeira – pode contratar uma empresa especializada, que faz a retirada com hora marcada. A Ecoassist cobra de R$ 19 a R$ 129 pelo serviço em seis estados (MG, PR, RJ, RS, SC e SP), enquanto os valores da Descarte Certo (de cobertura nacional) variam entre R$ 39,90 e R$ 129,90.

MEDICAMENTOS
As substâncias químicas dos remédios podem contaminar a água e o solo. Por isso, o destino deles passa longe de ser o lixo comum, a pia ou o vaso sanitário.

Como e onde descartar: o programa Descarte Consciente recolhe os medicamentos fora de uso (pomadas, comprimidos, líquidos e sprays, vencidos ou não) em farmácias de nove estados (CE, ES, MG, PE, PR, RJ, RS, SC e SP) e no Distrito Federal. Nas demais regiões, deve-se procurar informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Importante: sempre que possível, mantenha o remédio em sua caixa original para preservar os dados de fabricação e de validade.

MÓVEIS E OBJETOS FORA DE USO
Cortinas, roupas, mobiliário antigo – já pensou em tentar repaginá-los? Caso a peça esteja em bom estado, outra possibilidade é oferecer a conhecidos ou a entidades sociais em seu bairro que aceitem doações, a exemplo do Exército da Salvação (RJ, SC e SP) e das Casas André Luiz (SP). Por fim, algumas companhias de seguro residencial, como a do banco Itaú, retiram gratuitamente móveis e eletrodomésticos na casa de seus clientes e encaminham para o descarte ecológico.

ÓLEO DE COZINHA
Nunca jogue-o pelo ralo ou no vaso sanitário: 1 litro polui até 25 mil litros de água, além de provocar o entupimento de canos.
Como e onde descartar: armazene os resíduos em um vasilhame com tampa. A rede Pão de Açúcar disponibiliza estações de reciclagem em oito estados (CE, GO, PB, PE, PI, PR, RJ e SP) e no Distrito Federal. Já a campanha Junte Óleo, do Instituto Triângulo, troca 2 litros da gordura por duas pedras de sabão ecológico em mais de 12 cidades paulistas. Se não houver coleta em sua cidade, jogue as embalagens, bem fechadas, no lixo comum.

PILHAS E BATERIAS
Mercúrio, cádmio, chumbo e zinco-manganês são algumas das substâncias presentes nesses itens. E fica a dica: baterias piratas para celular duram menos e podem conter até dez vezes mais mercúrio que os produtos de venda legal.
Como e onde descartar: diversas redes de supermercado e drogarias recolhem pilhas e baterias, e a Duracell disponibiliza em seu site uma lista de postos de coleta. Em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, os caminhões da rede Ultragaz também aceitam esse tipo de material. Outra alternativa são as caixas coletoras do programa Papa-Pilhas nas agências do banco Santander, que recebem pilhas, baterias, celulares e eletrônicos portáteis.

PNEUS
Nada de largá-los em ruas, terrenos baldios e muito menos no quintal, pois juntam água e viram criadouros de mosquitos da dengue.
Como e onde descartar: devolva ao fabricante ou revendedor quando trocar os pneus. As empresas têm a obrigação, por lei, de dar um destinoadequado a esses resíduos. A Reciclanip, iniciativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), fornece em seu site os telefones de pontos de coleta no Brasil inteiro.

RADIOGRAFIAS
As chapas de raio X têm prata em sua composição, que, quando reciclada corretamente, pode ser reutilizada na confecção de joias e objetos.
Como e onde descartar: em São Paulo, o Hospital das Clínicas recolhe as lâminas e o dinheiro arrecadado em sua reciclagem é doado ao Fundo Social de Solidariedade do governo. O site eCycleindica postos de coleta de radiografias (e de outros materiais recicláveis) em todo o país.

SERINGAS, AGULHAS E LIXO HOSPITALAR
As seringas para aplicação de medicamentos, como as utilizadas com insulina por diabéticos, não devem ir para o lixo comum, já que existe risco de contaminação ao meio ambiente e de transmissão de doenças sanguíneas àqueles que manusearem o material.

Como e onde descartar: acondicione agulhas e seringas com tampa em uma garrafa plástica que possa ser fechada (como a de água sanitária). Quando encher o recipiente, leve-o a um posto de saúde. Fabricantes de instrumentos cirúrgicos também fornecem coletores específicos (a embalagem de papelão de 8 litros da Ravapack custa R$ 8,20 na Rimed).

TERMÔMETROS DE MERCÚRIO
Assim como as lâmpadas fluorescentes, podem causar danos quando quebrados. Na dúvida, escolha sempre um modelo digital.
Como e onde descartar: não há um procedimento oficial. A recomendação é depositar o item em sua embalagem plástica nos mesmos locais paradescarte de pilhas e lâmpadas fluorescentes. Algumas farmácias e hospitais também recolhem o material.

COMO DESCARTAR ENTULHO DE OBRA?
Apesar de não apresentar grandes riscos de contaminação, esse tipo de resíduo pode atrair ratos e baratas, além de gerar acúmulo de água e, consequentemente, focos de dengue. A resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2002, estipula que os municípios são os responsáveis pelo gerenciamento dos restos da construção civil. Ou seja: na hora de eliminar entulho, informe-se na prefeitura de sua cidade.

Como e onde descartar: em São Paulo, os lixeiros recolhem até 50 kg de entulho por dia – embale o material em sacos bem resistentes. Ecopontos da prefeitura recebem até 1 m³ (confira os endereços no site do Instituto Akatu). Acima disso, é necessário contratar uma caçamba licenciada (verifique as empresas cadastradas). E não se esqueça de pedir uma via do registro do Controle de Transporte de Resíduo, que comprova que a entrega foi feita em locais apropriados. No Rio de Janeiro, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) realiza gratuitamente a remoção de até 50 sacos de 20 litros em todos os bairros da cidade. Se superar essa quantidade, socilite uma caçamba. A Associação Brasileira paraReciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) lista endereços de ecopontos em diversos estados.

Fontes consultadas: Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), Associação de Diabetes do ABC (ADIABC), Ana Maria Domingues Luz (Instituto Gea), Casas André Luiz, Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Cláudio Spínola (Morada da Floresta), Comitê para a Democratização da Informática (CDI), Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Descarte Certo, Descarte Consciente, Ecoassist, eCycle, E-Lixo Maps, Exército da Salvação, Dell, Duracell, Hospital das Clínicas, HP, Instituto Akatu, Instituto Triângulo, Itaú, Itautec, Leroy Merlin, Osram, Pão de Açúcar, Reciclanip, Santander, Thiago Villas Bôas Zanon (engenheiro ambiental) e Ultragaz.

Extraído de Planeta Sustentável.

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