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VET DICAS

Alimentar os pets com comida caseira pode causar sérios problemas de saúde


POR: CARLA MAION

1. Muitos cachorros e gatos têm problemas para comer, rejeitam a ração e só querem a comida dos humanos. Nesse caso a dieta caseira para animais: pode ou não pode?

O hábito de fornecer alimentos do prato ou sobras de mesa para os pets é o principal influenciador para o que chamamos de “apetite caprichoso”, ou seja, os pets passam a não aceitar a refeição exclusivamente com a ração e passam a exigir sempre algum petisco a mais, misturado à dieta. Esta prática pode trazer riscos pois existem alimentos humanos que não são indicados para cães e gatos, bem como podem desbalancear os níveis de nutrientes da dieta. A adaptação do alimento comercial em alimento caseiro pode ser uma saída desde que o tutor siga todas as instruções que o especialista veterinário prescrever, desde quantidades, tipos de ingrediente, forma de preparo, suplementos, etc.

 

2. O que o tutor pode fazer se o cão rejeita a ração?

Umedecer a ração com água morna, sachê ou caldo natural de carne ou legumes (sem tempero) pode deixar o alimento com mais aroma e com uma textura mais interessantes para o pet. Existem também apresentações de alimentos completos e balanceados na forma de patê, sachê, pedaços ao molho ou caldos e estes, podem sim ser adicionados ao alimento seco comercial (ração) sem intercorrências.

 

3. Comida caseira+ração, qual é o problema dessa combinação?

Esta combinação pode trazer riscos pois o tutor em geral perde a proporção entre as frações e acaba oferecendo mais daquilo que o pet gosta mais, sem ajustar as suplementações. Quando sob orientação do médico veterinário especialista em nutrição, esta combinação pode ser feita e acompanhada, caso seja necessária de fato.

 

4. Alguns hábitos do próprio tutor podem alterar e influenciar a alimentação do pet?        

Sem dúvidas. O sedentarismo do tutor está ligado ao do pet bem como o ganho de peso está diretamente associado aos altos níveis de sobrepeso e obesidade em cães e gatos. Outro ponto é o consumo e a oferta de snacks pobres em níveis nutricionais, por parte do tutor e do pet. Há ainda padrões de comportamento que os pets podem “copiar” como: ansiedade, compulsão alimentar, hiporexia por estresse, colite por estresse, entre outros.

 

5. O mix de rações é recomendado. Por quê?

Não. Quanto mais fixa for a dieta, melhor. Em geral, devemos trocar a dieta dos pets 2 vezes ao longo da vida: filhote – adulto e adulto – idoso. Fora estes momentos, apenas se houver alguma intercorrência que leve a necessidade. O mix de dietas pode causar principalmente alterações digestivas e perdemos a noção de proporção que de fato está sendo ingerida de um ou de outro.

 

6. O uso de “petiscos não convencionais” pode ser usado combinado com a ração?

Petiscos não convencionais são os não-industrializados e baseados em alimentos humanos que geralmente temos em casa e são seguros. Podem ser eles: maçã, pêra, melão, melancia, cenoura, chuchu ou abobrinha cozidos, pepino, água de coco.

 

7. Entre os alimentos específicos para animais quais são os mais indicados para tornar a alimentação mais atrativa ao cãozinho?

Em geral, os aditivos que incrementam em umidade, em proteína ou em gordura os alimentos secos, os deixam mais atraentes para os pets. São exemplos respectivamente: água morna, caldo natural de legumes ou carnes, creme de leite, requeijão (de preferência SEM lactose), sachês ou patês comerciais para cães e para gatos.

 

8. Quais são os principais problemas de saúde que uma dieta inadequada pode produzir?

Os problemas de saúde ocorrem a depender do que está em excesso ou em deficiência na dieta “inadequada” mas podemos citar a obesidade no excesso de calorias, osteopatias na deficiência de minerais, alterações digestivas e enzimáticas no excesso de gorduras, diarréias e má absorção no excesso de fibras, entre outros.

 

9. Quais alimentos eu não posso oferecer ao meu animal sob risco de intoxicação ou problemas de saúde?

São estes: ossos naturais ou de raspas de couro, abacate, carambola, chocolate, uvas, alho, cebola, bebidas com cafeína, bebidas alcoólicas, pimentas, cebolinha, alho poró e as oleaginosas.

 

10. Dica geral para garantir a boa alimentação do pet

A nutrição está ligada à manutenção das defesas naturais, na boa saúde e na longevidade dos pets. Busque sempre oferecer ao seu pet o melhor alimento que seu orçamento permitir. Isso é um investimento a curto e a longo prazos. A oferta de petiscos inadequados pode ser facilmente corrigida se o tutor for conscientizado dos riscos que podem causar nos pets. A prática de atividade física está intimamente ligada à manutenção do peso ótimo do animal, ao bom funcionamento do organismo bem como à manutenção da boa saúde mental do pet. Invista em melhorias nutricionais, invista na saúde do seu pet.

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